
Muitas pessoas acreditam que um contrato particular, pagar IPTU, cuidar do imóvel já o torna sua propriedade. Só que, sem escritura registrada em cartório, esse imóvel continua, no papel, no nome de outra pessoa, às vezes até de alguém já falecido.
Imóvel sem matrícula regular não pode ser dado em garantia de financiamento, não pode ser vendido com segurança e pode perder até 40% do valor de mercado, porque nenhum comprador sério assume esse risco sozinho.
Se envolve construção não averbada, área maior do que consta no registro, ou histórico de compra “de gaveta”, o problema só cresce com o tempo.
E tudo se agrava quando há falecimento
Imóvel não regularizado joga o problema nas mãos dos herdeiros. Eles herdam a posse, mas não o direito de vender, financiar ou dividir o bem sem antes resolver um passivo documental que, muitas vezes, envolve inventários de mais de uma geração.
É comum a família só descobrir o tamanho do problema durante o luto, quando já precisa lidar com prazos e custos, além do próprio momento difícil.
Regularizar em vida, com planejamento, é a melhor forma de realizar a transferência do patrimônio de forma segura e sem que esses bens se percam com o tempo e criem conflitos familiarias que nunca se resolverão.
Quanto mais gerações passam sem resolver, mais herdeiros entram na história e mais caro (e mais lento) fica o processo.
Tem um imóvel na família sem escritura, sem inventário feito ou com pendência de registro? Procure um profissional especialista na área para analisar o seu caso.




